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sábado, 1 de novembro de 2008

Voltando...

Voltar, 2006. Filme do Almodóvar.
Para volver ao Brasl, chegue antes, mesmo no aeroporto. Em Madrid, no aeroporto Barajas, além de fazer o check-in, você vai tomar um trem, que sai (de graça) do aeroporto para ir até a sala de embarque (sim, é um aeroporto grande). Olhe bem qual é o seu gate nos painéis e fique ligado. Pode mudar o gate. Geralmente, se mantém o mesmo, mas pode mudar.




Tive que comprar uma mochilinha de seis Euro, pois a bolsa para andar na cidade que eu levei se acabou na chegada em Barcelona. E ainda teríamos uma longa viagem de volta ao Brasil! Tudo bem, era mochila comprada "no Chino", como eles dizem na Espanha, só que, por dios, mal agüentou eu sair da loja! Resultado: a mochila comprada no Chino começou a soltar as alças e o zíper já não fechava mais bem na hora de ir para o aeroporto. Imagina! A gente estava na casa da Nati, minha amiga, que conheci em Bogotá e que agora está morando em Madrid. Da casa dela já tomaríamos o metrô para o aeroporto. E agora?
Idéia da Nati: costurar a bolsa. Minha idéia: grampear. Fizemos as duas coisas! E atei o xale em volta.
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Ata-me, 1990.
Outro filme do Almodóvar.


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A mochila do Chino, costurada e grampeada, com um xale amarrado em volta, ficou até moderninha. O problema é coloquei o computador dentro dela, justamente para ficar bem protegido, fofinho, lacrado. Na hora do Raio-X, pediram pra Déa tirar o sapato. E pra mim, Lei de Murphy, pediram para abrir a mochila. Gelamos. Eu disse ao guarda: - Moço, só tem roupa aqui e um computador. Foi um rolo só fechar essa mochila. Se eu abrir, não vou mais conseguir fechar.
Daí, ele me explicou que o problema era justamente o computador, pois ele "cerrava" a visão.
Voltei e, rezando para o computador estar fácil de pegar, fui descosturando e desgrampeando tudo.
Não precisei abrir muito: logo puxei o computador. Ufa! Passei no Raio-X e pegamos o trem para o nosso gate.

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Barrio Chueca.


O Barrio Chueca é conhecido como reduto gay em Madrid. Esta placa sinaliza bem isso. A Natália tirou essa foto na Plaza de Chueca. Em Chueca, estão os lugares mais descolados, pubs, discos, bares e as tiendas mais cool. Abaixo, algumas fotos sacadas numa caminhada por lá.



sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Thyssen-Bornemisza. Mas que rico museo!

A dica enfática foi do Marcelo, um mochileiro profissional.
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O Thyssen (olha a intimidade da pessoa) é um museu bastante conhecido em Madrid, citado nos guias (O Guia da Folha, aliás, destaca bastante o acervo), mas que acaba sempre apagado na lista de coisas cult para fazer em Madrid por causa dos (não menos ricos) museus do Prado e Reina Sofia.
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E aqui o "rico" tem duplo sentido: rico, nesse caso, quer dizer que o museu é lindo, bonito, bacana, como em espanhol. E quer dizer, como em português, que há muito valor em dinheiro ali! Por dios! Aqui, umas imagens que achei no Google, já que não cliquei o prédio.
*** Fachada.

*** Entrada.

*** Um dos muitos corredores.

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Imagine uma família que tem grana, bom gosto e passa, de geração para geração, o singelo hábito de saber colecionar obras de arte e compartilhá-las com o público. Óbvio que o Estado colocou entrou na parada e comprou. Não sei avaliar o valor, em todos os sentidos da palavra, daquele super acervo. Resultado? Uma aula de História da Arte, com obras que representam os diferentes períodos, momentos, temas... Amei! Amei mesmo! Foi uma das mais bonitas surpresas da Espanha, e olha que foram várias!
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Lá, topamos com quadros sobre o mar, pouco divulgados do Hopper, e com o Hotel Room, de 1931, que eu A-D-O-R-O.
HOPPER, Edward. Hotel Room, 1931. Oil on canvas. 152,4 x 165,7 cm.

*** Fotita que a Déa, zaz, fez sem flash. Shhhhhh.
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Como se não bastasse, topamos com quadros da Gabriele Münter, que é o máximo, embora lembrada sempre como aluna-amante do Kandinsky. Vi uma exposição (inédita) com obras dela no Institute Courtauld em Londres, em 2005, e fiquei encantada. Virei fã e não esperava por isso em Madrid.
MÜNTER, Gabriele. Escuela, Murnau, 1908. Óleo sobre cartón. 40,6 x 32,7 cm

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Não sou rata de galeria. Longe disso. Mas encontrei no Thyssen-Bornemisza muita, muita coisa mesmo que eu curti demais.
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T-E-M-------Q-U-E-R------I-R.

Museus mais baratos em Madrid.

Você topa ver obra de arte no final do dia? Mesmo que tenha andado o dia todo, interpretando o seu papel de turista? Se a grana tá curta - e a grana sempre fica curtíssima em Euro - essa dica é pra você. O Museu do Prado é de graça, free, libre, depois das 17h. Se você quer economizar, mas não abre mão de fazer o seu horário cult, então faça o seguinte: vá na bilheteria do Museu Reina Sofia e compre o ticket para os 3 museus - o próprio Reina Sofia, o Museu do Prado e o Thyssen-Bornemisza, que é igualmente obrigatório e fica no Paseo del Prado, caminho de quem vai nos museus. Carteirinha Internacional de Estudante vale meia para o Reina Sofia e para o Thyssen, mas no Prado, só se você for estudante menor de 25 anos.

No creo en las brujas, pero...

*** Decoração para Halloween em um mercadinho no descoladíssimo barrio Chueca em Madrid.

O relógio da Déa fazia a siesta e a gente não sabia.


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*** Encontrar as amigas de Madrid foi um rolo só. Só conseguimos falar com a Nati. Na primeira tentativa, marcamos na estação do metrô, ficamos esperando por ela e nada... Resolvemos fazer um lanche e conhecemos uma brasileira, que estava mochilando. Foi ela que nos fez perceber que o relógio da Déa estava atrasado 1 hora. Ainda bem que a Nati não foi, pois teria esperado 1 hora em vão!
*** Ou seja, vivemos nossos primeiros dias em Madrid 1 hora atrasadas sempre!
*** A parte boa: quando a gente saia do hostal, via o chão molhado. Nunca pegamos chuva, justamente pq a gente chegava 1 hora depois.
*** A parte ruim: nenhuma hehhehehe
**** A parte arriscada: vimos que o relógio estava 1 hora atrasado antes da viagem de trem para Barcelona. Já pensou se, desavisadas, a gente chegasse na estação 1 hora depois que o trem partiu? E a volta para o Brasil?
*** O mais engraçado é que o relógio parou, do nada, por um tempo, na saída de São Paulo para Madrid. Ele já tava fazendo a siesta.

Mendigos.

Sim, há gente pedindo esmola, claro. Mais em Madrid. No entanto, contei 4 em mais de 10 quarteirões e pareciam mais bêbados que famintos. Na chegada em São Paulo, enquanto o táxi tentava driblar o trânsito, parei de contar quando chegou a 10. E nem tinha saído do bairro.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Bomba no Renfe.


Entramos no trem AVE, da Renfe, em Madrid, com uma garrafa de vinho e um isqueiro. Poderia ser uma bomba do ETA! Cadê o control de equipaje? Foi um teste de segurança e o trem tirou Zero. Queremos fazer o teste na linha aérea brasileira também.



*** Interior da estação Atocha.

Bombacha tá na moda, tchê!

Nas vitrines, nas ruas... Feitas de Jeans ou mais produzidas... As bombachas, com ou sem bota, estão na moda na Espanha. Ou sempre estiveram e eu só vi agora. Bueno, no aeroporto, vi duas brasileiras (acho que uma delas era a namorada do Caco Ciocler) usando a peça européia. Será que pega aqui? Vou perguntar pra Mônica Bergamo, Erika Palomino e Marinho do Blue Bus.
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*** Fiz essa foto em Madrid para mostrar as bombachas que estão na moda.


Balada de cinema.

Sim, Barcelona é uma balada maravilhosa, como mostraram Albergue Espanhol e Bonecas Russas. Só para ter uma idéia, há 2 Pachá no pueblo de Sitges, ao lado de Barcelona, e 1 em Barcelona. Todas SEMPRE cheias de gente. No Brasil só tem 1, em São Paulo. Sitges, como descobriu a Dea que foi lá, é conhecida como a pequena Ibiza e pueblo gay. Aliás, a Pachá começou na cidade de Sitges, no final dos anos 60, sabia?

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Site oficial do filme:
http://www.foxsearchlight.com/lauberge/
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Site da IMDb:
http://www.imdb.com/title/tt0409184/
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A Pachá começou em Sitges.
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Fonte: Site da Pacha SP

Em 1967, surgia na praia de Sitges, em Barcelona, na Espanha, um NightClub que mudaria o conceito de diversão noturna. Era a primeira PACHA. Ela nasceu da idéia do catalão Ricardo Urgell em fazer um club, mas não como os que se viam normalmente, nada de ser uma casa de festas. Seria algo que nunca se havia visto.

Durante as décadas de 70 e 80, a PACHA foi ponto de encontro de ricos e famosos, mas foi quando o NightClub se mudou para a Ilha de Ibiza -a Meca da música eletrônica- que a casa se tornou um dos NightClubs mais conhecidos do planeta.

Há 40 anos a casa conserva intacta sua liderança do meio por conter o melhor line-up artístico, as festas mais comentadas e os personagens mais famosos que visitam a ilha todo o verão.
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B A L A D A.....E M.....M A D R I D
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Madrid é diferente, a balada começa mesmo na quarta ou quinta, mas há muitos lugares legais. Ananda é um deles. Pero para quem gosta de música eletrônica, como nosotras.

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*** Logo da campanha do Governo Federal que promove o turismo no Brasil, sobretudo para o exterior.
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EL RETRATO DO BRASIL 
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Primeira noite em Madrid. A gente estava circulando na Ananda e fomos até a segunda pista dar uma olhada. A primeira pista estava animada, um DJ ótimo, dançarinos divinos. Mesmo assim fomos até a segunda pista: turismo também é essa circuladinha básica. Na segunda pista, no palco, estava um homem de corpo perfeito, negro, alto, porém, com trejeitos femininos. O cabelo produzido, maquiado, sua perfomance era ousada e glitter puro. Tudo à mostra em um biquíni mínimo na parte de cima e um shortinho enfiado na bunda. Ao redor dele, turistas aplaudiam, gritavam, diziam um monte de coisas ao mesmo tempo. Como não curtimos esse tipo de festa, resolvemos voltar imediatamente para a primeira pista. Foi quando eu bati o olho e vi: estava escrito BRASIL no biquíni verde-e-amarelo desse "artista". Ou seja, ISSO é o Brasil no exterior.

Vale, puffff, vale, pufffff, vale, vale, pufffffff, vale, puffff,puffff.

Foi a Nati que falou, resumindo muito bem: o que os espanhóis mais falam é "Vale" e "Puf".
Exemplo:
- Bueno, quieres saber? Vale. Pufffff. Mejor que no.

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Diccionario de la lengua española © 2005
Espasa-Calpe S.A., Madrid:

VALE
2 (voz lat.) interj.
Expresa asentimiento o conformidad:
vale, os llevaré al circo.
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Diccionario de la lengua española © 2005
Espasa-Calpe S.A., Madrid:

¡PUF!
interj. con que se denota cansancio,molestia o repugnancia,
sobre todo si estas últimas están causadas por malos olores o cosas nauseabundas:
¡puf,qué peste!

Chulo não é chulo.

Chulo, em espanhol, é um elogio. 
Em português, ao contrário, desqualifica o que ou quem receber esse adjetivo.

domingo, 26 de outubro de 2008

Sem noción. Capitulo 3.

Cenario: calles.
Personagens: Josi e Dea.
Lugar: Cabina da Telefonica. Qualquer uma.

Avisar a família no Brasil que está tudo bem.
Combinar um programa com a Natália, a Janara, os Juans, lo que sea.
Você tenta uma vez, duas, três, o cartao internacional não funciona.
Você coloca as moedas, o troco não volta, não dá linha.
Os locutórios são mil vezes mais comuns em Barcelona, mas em Madrid, parece um milagre quando surge um na sua frente.
A Telefonica é espanhola, mas isso não faz diferença. O sistema de telefonia é sem noción.

Sem noción. Capitulo 2.

Cenario: Bar.
Personagens: Josi, Déa, Juan e o dono do bar.
Lugar: La Rambla.

Os tarjeteros ficam nas ruas onde estão os bares divulgando promoções e pretextos para que os turistas optem por este ou por aquele bar. Drink grátis, com desconto, vale tudo. Um tarjetero nos aborda e diz que 2 drinks saem por 10 euros no bar que ele divulga e que há Wi-Fi grátis. Beleza. Decidimos ir neste. Chegamos lá, pedimos Sex on the beach, tirei o computador da mochila e, que surpresa, não tem Wi-Fi. Como assim? O flyer diz que tem. O dono me explica que tem, mas somente no período da tarde, e que não há como me passar a senha, pois a máquina que gera o código de acesso temporário não está no bar. Entendi, digo a ele, como se eu fosse a tonta que ele acha que sou. E argumento: o flyer não deixa isso claro, do jeito que está é possível saber a música que toca à tarde e a música que toca à noite. As demais informações não estão contextualizadas e parece que o Wi-fi pode ser utilizado todo o tempo. Ele me pergunta: - Sim, mas que queria? Que se colocasse aí toda a informacao que há?
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Affffffff.... Sem noción o cara, né?
Eu tive que segurar a onda pra não brigar com ele, viu?
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Mulheres à beira de um ataque de nervos, 1988. Filmaço do Almodóvar.

*** PS: Almodóvar fez uma sessão especial deste filme, agora, em 2008, pra comemorar 20 do seu lançamento.
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*** Este é o Thiago, o tarjetero mais bacana que encontramos por lá. Brasileiro, como no!

Sem noción. Capitulo 1.

Cenario: Casa Milà.
Personagens: As meninas, uma senhora alemã, seu marido.
Local: elevador.


*** O elevador da Casa Milà, por dentro.

1o Ato
Quem vai conhecer o Gaudí da Casa Milà, óbvio, quer explorar cada azulejo, cada reflexo, cada detalhe daquela arquitetura singular. Muito bem. Isso inclui subir pela escada e voltar pelo elevador. Estamos no elevador, aguardando a proxima vaga, e eis que uma senhora alema toma a frente, ignorando a fila. Seu marido, sem muita convicacao, fala pra ela qualquer coisa com witz (algo do tipo: querida esposawitz, entra na filawitz).

2o Ato
A senhora olha para ele, olha pra gente, estamos logo atras dela e eramos, ate entao, as duas primeiras da fila , e segue impondo a sua presenca, como se dissesse: - E dai se eu furar a filawitz? Claro, a gente sacou que a Frau era uma sem noción. Deixamos pra la. Ela que se entale no elevador. Nem brigamos pelo nosso lugar na fila. Só que a Frau era uma sem noción profissional e nos deixou boquiabertas com o que fez depois.

3o Ato
O elevador chegou. De la, saiu uma mulher com mais duas pessoas: uma, que a mulher empurrava na cadeira de rodas, e outra que a acompanhava, caminhando ao seu lado, devagar. Essa outra pessoa aparentava uns 40 anos, porem, evidentemente, nao tinha a idade mental de 40 anos, como se costuma dizer (nao sei se essa expressao, idade mental, é bacana, se esta certa). A Frau nao teve duvida: foi empurrando a pessoa com necessidades especiais como quem diz: - Passa, passawitz ! Quero entrar logo no elevadorwitz! Bom, eu tô chocada até hoje com a cena.
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A má educação, 2004.

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Torcicolo.

Gente bonita (guapos, guapos, guapos...), objetos lindos, monumentos, murais e fachadas criativos, prédios, igrejas inacreditáveis... O pescoço dói na Espanha.

Desigual.

Que Corte Inglés, que nada. A tienda que me encantou na Espanha foi a Desigual. O nome é perfeito: a marca Desigual é mesmo sem igual. Os vestidos, as estampas, os leiautes da loja sao os mais originais que se já viu. Obviamente, qualquer pedacinho de pano aí custa 100 euros, com sorte. Na gíria espanhola, Desigual seria una tienda pija ou em bom português, meio metida.

Parque Labirinto.

Nenhum guia menciona o fato, mas em Barcelona há um parque em forma de labirinto que, como tudo aqui, é imperdível. Sobretudo, à noite, perto do dia das brujas. Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay!
*** Na foto, as "paredes vivas" do labirinto.

Labirinto de paixões, 1982.

El Bosco y Blas Cubas.

Pode ser que isso pegue bem no mundo cool das artes, mas El Bosco e Blas Cubas foi demais. No Museu do Prado, Bosch virou El Bosco. Você até pensa: mas O Jardim das Delícias nao é do Bosch? Só entao percebe que houve traduçao do nome. Na livraria, a criacao de Machado de Assis mudou de Bras Cubas para Blas Cubas. Nao, nao estou de chiste.

Las personas.

O jeito espanhol de ser é, sim, mais enfático, digamos, que o jeito brasileiro. Mas na medida certa, isso deixa las personas da Espanha ma-ra-vi-lho-sa-men-te... cheias de vida.

Pero, às vezes, soa como grosseria. Quase me estressei com 3 atendentes de tiendas diferentes, mas não tem como se estressar, de verdade, quando você está mais interessada em curtir a Espanha.

Como ir embora de Barcelona?

Depois de conhecer Barcelona, você vai precisar se preparar para ir embora. Mas como fazer isso se tudo o que voce quer, depois de visitar a cidade, é continuar nela? Aqui 3 dicas que podem ajudar a fortalecer a sua vontade.
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Receita para ir embora de Barcelona.
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1 - Pense na economia que você vai fazer no Brasil. Além de pagar em real, no Brasil você nao corre o risco de gastar o seu salario bebendo no Bosque das Fadas, nao tem a multicultural Plaza Real, nem os turistas do mundo inteiro do Fellini, nem a champanheria animadíssima do Barrio Gótico. Foque nisso e arrume a mala. Mas tem que ser sem olhar pra trás, se nao, nao funciona.

2 - Pense também que voce esta cansado de andar em Barcelona. No Brasil, nao existe a menor chance de andar assim nas ruas, a qualquer hora do dia e da noite. Durante a noite, entao, sem chance. Seu pe doeria muito em Barcelona se vc ficasse. Haja sapato, né? No Brasil voce nao tem como topar com o Gaudí, nem o Gaudí da Sagrada Familia, nem com o Gaudí do parque ou da casa Milà, nao tem como voce passar o dia em Monjuic, curtindo a Fundacao Miro, nao tem como voce topar com o look maluco da Fundacao Tapies. Melhor ir embora de Barcelona mesmo. Pegue a passagem de aviao e vá fechando a conta da hospedagem, rapidinho, antes que a vontade de ficar volte.


3 - No Brasil, você é brasileiro. Em outro país, você será sempre estrangeiro. Isso faz muita diferenca pra muita coisa. Bom, talvez esse seja um motivo para deixar Barcelona... mas talvez nao. Afinal, tudo depende do seu projeto de vida. Pensando bem... onde voce sentir que é a sua casa, fique. A odisséia do mundo é mais que as divisoes politicas de um mapa.

Monjuic, Maravillas...

*** Barcelona por la tarde. Com a Jan.